ABEL DJASSI
1977 – 1990
Começa como um grupo infanto-juvenil, formado no interior das estruturas da OPAD-CV, na Praia. Mais tarde passa para a tutela da JAAC-CV. À medida que os jovens iam se tornando mais velhos e deixando o grupo, eram substituídos por outros mais novos, razão pela qual o Abel Djassi, ao longo dos anos, teve várias formações: Albertino (baixo, voz), Djinho Barbosa (guitarra), Antero Veiga (guitarra, acordão), Karim Duarte (percussão), Carlos Modesto (guitarra), Jorge Martins (Jorge Pimpa, bateria), Calú (teclado), Dedas Fernandes (voz, bateria), Adão Brito (guitarra), Duca (teclado), Zé Mário (tumba, bateria), foram músicos que se sucederam nos primeiros anos de existência do grupo. Helder (bateria, baixo), Victor (bateria), Chando (voz, percussão), Totinho (sax, percussão), Kim Alves (guitarra, teclados), Zé Lucky (guitarra), Moisés (teclado), Mário Lúcio (guitarra) e Tchutchula (trompete) são outros nomes que passaram por esta verdadeira incubadora de artistas que, aliás, foi o grupo de suporte do concurso Todo o Mundo Canta, realizado anualmente pela JAAC-CV, de 1982 a 1990, com o objetivo de revelar novos talentos. Em 1985, entre outros artistas cabo-verdianos, os rapazes do Abel Djassi apresentam-se em Moscovo, no XII Festival Mundial da Juventude e Estudantes.
Pouco antes de se separarem, realizam, em 1989, nos EUA, o seu único registo discográfico, com os seguintes elementos: Albertino, Adão, Zé Lucky, Helder, Zé Mário, Chando Dedas, Totinho e Kim Alves. Em 1996 anunciam um regresso que acaba por não acontecer, numa altura em que alguns dos seus antigos membros já estavam no caminho da profissionalização como músicos, ou integravam outros projectos, como Helder e Kim, que passaram pelos Tubarões, este último também pelo Finaçon; Jorge Pimpa, que esteve no Bulimundo e mais tarde nos Ferro Gaita, e Mário Lúcio, na altura já a liderar o Simentera. Os vocalistas Albertino e Chando e o saxofonista Totinho, com gravações a solo, bem como Mário Lúcio e Djinho Barbosa, nas suas diferentes áreas de actuação, são exemplos do que Abel Djassi fermentou.
Discografia:
Cabeça em Movimento, LP, e/a, Praia, 1989. CD: GP, Brockton, 1997.
Fonte: Glaúcia Nogueira




















